A recriação de uma história tradicional

Neste post vai ser diferente!

Os exercícios no comboio de palavras

Tenho feito alguns textos até para desenferrujar as letras ou o comboio das palavras. E para não me perder no mundo das ideias ancorei-me a uma conhecida história tradicional. Mas por defeito ou feitio, eu arranjo sempre uma objeção para essas histórias, e com esta não foi diferente. O que resulta em eu não contar a conhecida tradicional história mas a minha versão.

Mas que história estou a falar? A história da Carochinha.
Ora! Comecei por analisar o tamanho de um rato e de uma Joaninha. E após exaustiva analise, achei que os dois personagens não ligavam bem. Ou seriam todos insectos ou pertenceriam ambos aos mamíferos.
Nada contra aos insectos! E optei nesta recriação, os dois personagens passam a ser mamíferos. E então o meu conto assim inicia;

A história : Joaninha e o João Mauzão

Onde a água curva no horizonte
vivi uma ratinha conhecida por Joaninha

A sua casa tinha no topo um pátio que era um prato, em vez de um telhado,
era o lugar onde ela gostava de estar.
A serenidade reinava naquele lugar ,
mas a sorte nem sempre dura.

E num fatídico dia joaninha enamorou-se por um ratão Mauzão
chamado João
Que depressa com ela quis casar.

A vida da Joaninha virou um inferno.
Onde antes existia alegria era agora tristeza todos os dias.
De olhar aterrorizado, com olheiras de cansaço
procurava agradar ao seu esposo, mas este sempre a desdenhava e a maltratava.
Já o João Mauzão estava cada vez mais mandriam e fanfarrão.

Mas tudo que se inicia, também termina.

Naquele dia como tantos outros, o brilho do sol era cinzento
E estando casada estava mais que nunca, sozinha.
O João Ratão mais uma vez, não dormiu em casa.
Porque razão não regressava. – Joaninha se questionava.
Não que lhe fizesse muita falta.

E Joaninha chorava e maldizia a sua decisão.
Casar tão rápido com o João Ratão, foi um erro.
Mas agora como remediá-lo?
Estava nesta reflexão, quando as autoridades batem à sua porta
Que razão teriam? – Pensa Joaninha assustada e abre para saber o que queriam.

-Srª Joaninha ?! – Pergunta de tom grave um rato policia.
-Sim sou…- respondeu sem hesitação
O rato policia continuou – Lamento a informar o Sr. João Ratão caiu no caldeirão da cozinha da senhorita Alexandrina.

Surpreendida com a informação,
Cai no chão, e durante uns minutos nem sabia o que dizia.

Foi naquela colina onde ela morou. Para onde foi? Ninguém sabe ao certo.
Dizem…
Depois de enviuvar, saiu daquele lugar.
E à quem diga que foi viver a sua vida que desejava e merecia.


Neste sábado, fico por aqui.

jackie Ormes, a primeira cartoonista empresária

Esta semana estive quase a desistir de continuar este blog, quando ouvi criticas e talvez algumas verdades, sobre o modo de como escrevo. Pensei, pensei, e repensei! . Sei que a minha dislexia me expõe a estranhos desafios. Situação que devia ocultar.. E até já me convidaram a fazê-lo. Porque convínhamos, o que é supostamente diferente aterroriza os banais do mesmo.E eu ainda não consegui arranjar quem me ajude. Por isso apelo a tua humanidade e compreensão / compaixão para alguma maior aberração da minha mente criativa

E numa semana desafiante, nada mais que uma mulher fora da caixa à frente do seu tempo, assim foi Jackie Ormes. É sem duvida um mulher inspiradora e com sucesso. Teve uma vida pessoal com duas duras perdas, que não faço referência no texto abaixo. O seu pai, num acidente de automóvel quando Jackie tinha seis anos de idade e o seu filho de três anos, devido a um tumor. Mas esses golpes não a travaram e cresceu na sua arte como testemunha a sua história de carreira. Mas estou começara a história pelo o fim ….Vamos lá ao inicio.

1911
a 1929
Zelda Mavin Jackson nasceu na Pennsylvania, sendo mais conhecida pelo seu nome artístico Jackie Ormes.
Cedo decidiu que queria ser cartoonista e agiu de modo a chegar mais próximo do seu sonho. Exercendo funções no jornal da escola, participando com desenhos de caricaturas dos colegas, no livro de fim de curso, e escrevendo uma carta ao editor do Jornal Pittsburg Courier.
1930
a 1940
Termina a escola e consegue uma posição no Jornal Pittsburg Courier como revisora. Mais tarde Jornalista desportiva. E somente em 1937 publica finalmente, a sua primeira tira da serie Torchy Brown In Dixie to Harlem. Sendo uma publicação continua, até ao fim do contrato em 1940.
1942 a 1945Em 42 muda-se para Chicago e começa a escrever para o Jornal Chicago Deffender. Neste jornal, publica a tira da serie, Candy. Jackie usa personagem Candy, para questionar e ou expor as condições de trabalho e os baixos ordenados que este publico é alvo.
1945 a 1956Jackie volta a trabalhar para o jornal Pittsburg Courier, com uma nova serie, a tira Patty-Jo ‘n’ Ginger . Aqui Jackie usa a voz da Patty-Jo para fazer criticas sociais e politicas.
Em 1950, dá inicio a uma nova serie Tochy in Heartbeats.
Jackie nesta serie cria histórias fazendo referência a assuntos que expressavam a falta de seriedade politica, as questões ambientalistas, ou as referencia sobre as desigualdades sociais.
Em 1956 reforma-se devido à artrite reumatóide.
Brinquedos com os seus personagensO personagem Patty-Jo foi um sucesso e deu a Jackie uma posição financeira invejável. Como documenta o artigo de 1953 que existe no youtube. E assim nasceram as primeiras bonecas pretas .
Jackie apreciava a moda.Partilhou com o seu publico esta paixão através do brinquedo de bonecas de papel, as Torchy Togs.
PrémiosNational Association of Black Journalist Hall of Fame
Will Eisner Comic Industry Hall of Fame

Digo-vos que muita coisa ficou por dizer nesta senhora. Mas quero aqui deixar um retrato do seu trabalho.
Regresso no próximo sábado com a minha habitual recriação. Fica bem.